Após Moro aceitar o convite para Ministério, defesa de Lula prepara Habeas Corpus com base em “parcialidade” e cobra julgamento do juiz no CNJ

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A defesa vai defender que juiz tinha motivações políticas para condenar o petista e tirá-lo da corrida presidencial A defesa do ex-presidente Lula prepara um habeas corpus que tem como base o fato de o juiz federal Sergio Moro ter aceitado o convite para chefiar o superministério da defesa do governo Bolsonaro. Um dos argumentos que será utilizado pela defesa de Lula é a declaração do general Hamilton Mourão, de que o convite a Moro foi feito ainda durante a campanha eleitoral, que na qual o motivou a liberar as delações do ex-ministro Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno das eleições de 2018. A liberação da delação de Palocci é um dos pontos nos quais os petistas e seus advogados vão explorar exaustivamente para reforçar a narrativa que Moro tratou o ex-presidente com parcialidade e interesses políticos. “É uma indecência. Mostra claramente que ele (Moro) sempre misturou a atividade jurisdicional dele com a política”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que integra a defesa do ex-presidente.” O deputado Wadih Damous é o parlamentar que confirmou que tem estreitas ligações com Gilmar Mendes
Wadih Damous (PT-RJ) afirmando que tem amizade com Gilmar Mendes
Damous, que desconhece os tramites legais para que Sérgio Moro assuma sua cadeira no ministério, exige que o juiz se afaste de todos os processos que envolvem o ex-presidente e atual presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva. Medida está que já esta sendo tomada pelo juiz em questão, pois é imprescindível a sua exoneração para que a nomeação em novo cargo. O Jornal Gazeta do Povo, elucida que: “”Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula nos processos da Lava Jato, disse que a confirmação de Moro como ministro é prova de que o ex-presidente foi preso “com o claro objetivo de interditá-lo politicamente”. “A formalização do ingresso do juiz Sergio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU”, afirmou o advogado. “Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente. É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.” O PT COBRA JULGAMENTO DE JUIZ NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA A cúpula petista afirmou que reforçará a campanha pela liberdade de Lula e cobrou que o CNJ paute imediatamente o julgamento da representação protocolada pelo partido em 2016 depois da divulgação de conversas entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff. “Para o PT, a indicação “é mais um sinal de que o futuro governo pretende instalar um estado policial no Brasil” por causa das declarações do general Mourão. “Nós vamos colocar todas as medidas judiciais cabíveis para colocar sob suspeição todas as decisões e participação do juiz Sérgio Moro nos processos que envolvem o (ex) presidente Lula e os dirigentes do Partido dos Trabalhadores”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), em coletiva de imprensa em Brasília” Os petistas só não explicam que, já que Sérgio Moro agiu com imparcialidade e errou, por que o Tribunal Regional Federal do Paraná (TRF4), o Supremo Tribunal da Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), não só mantiveram a pena como negaram todos os recursos e habeas corpus impetrado pela defesa ao longo do julgamento e condenação. *Com informações da Gazeta do Povo
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Sobre o Autor

Jornalista, assessora de imprensa e divulgação de mídia

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