Moro e Bolsonaro se reunirão nesta quinta (01) para discutir indicação e Lula usará convite para reforçar a ideia de preso político

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Bolsonaro oferecerá superministério a Moro com a integração do Ministério da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geralda União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), este último ligado ao ministério da Fazenda.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro e o juiz Sérgio Fernando Moro terão um encontro nesta quinta-feira (1º) no Rio para discutir sua indicação para o Ministério da Justiça ou para ocupar uma das vagas do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Moro admitiu que poderá assumir o Ministério da Justiça caso aja convite formal pelo presidente eleito. “Tudo depende de conversar para ver se há convergências importantes e divergências irrelevantes”, declarou o magistrado ao jornal.

Em comunicado distribuído à imprensa na terça-feira (30), Moro disse que ficava “honrado com a lembrança” para assumir o ministério ou integrar o STF. “Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”.

Caso aceite o convite, o magistrado deverá pedir exoneração do cargo de juiz federal ou pedir a sua aposentadoria.

A defesa de Lula deve usar o convite feito por Bolsonaro a Sérgio Moro para reforçar, nos órgãos internacionais a tese de perseguição política e parcialidade do magistrado.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, envolvida na lava jato, defendeu que Sérgio Moro se de por impedido de atuar nos casos de Lula. Gleisi disse: “Só de considerar já mostra que ele sempre teve lado. Isso deveria ser fato primordial para Moro se dar por impedido”, reclamou Gleisi.

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Sobre o Autor

Jornalista, assessora de imprensa e divulgação de mídia

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