Petistas dizem que serão oposição sistemática a governo de Jair Bolsonaro.

0
A banca petista fala em ‘3º turno’ no Congresso contra Bolsonaro após derrota no 2º turno BRASÍLIA – Após derrota de Fernando Haddad no 2º turno das eleições presidenciais 2018, divisões internas estão acirradas no partido que está à procura de uma nova identidade para enfrentar as próximas eleições. Após 13 anos e meio á frente do Palácio do Planalto, com o ex-presidente Lula preso pela Lava Jato por lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e corrupção e a ex-presidente Dilma Rousseff, que em 2016 sofreu impeachment e ficou em 4º lugar na disputa para o Senado em Minas Gerais , o PT já anuncia uma oposição sistemática ao 38º presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL). A cúpula petista agora aposta em sua bancada federal, que conta com 56 deputados eleitos – a maior bancada da Câmara -, para tentar barrar as propostas do novo governo e construir outro projeto de poder para 2022. O tom da estratégia que será utilizada pela bancada petista ainda é indefinida pois há muitas divergências entre os que pregam uma guinada à esquerda e os defensores de uma inflexão mais moderada. Há mágoas pela perda da eleição e muitos culpam o Haddad pelo fracasso que, ao invés de reconquistar a periferia preferiu atacar o adversário com fake News e terrorismo midiático. Segundo informações do site Terra, O nome preferido do comando petista para herdar o espólio de Lula sempre foi o do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, eleito senador. Wagner, porém, recusou a tarefa, que pode assumir daqui a quatro anos. Em conversas reservadas, muitos integrantes do PT vislumbram um “terceiro turno” no Congresso e já apostam que Bolsonaro não terminará o mandato. Além de insinuações sobre um possível novo impeachment, após a deposição de Dilma Rousseff, em 2016, há no partido quem se preocupe, ainda, com as pretensões políticas de Haddad, que, ao contrário da maioria dos dirigentes, defende um inventário dos erros cometidos. “Temos que resgatar a confiança das pessoas e corrigir os problemas”, diz o ex-prefeito. Mesmo com esse discurso, Haddad jura que os seus planos, agora, se resumem a voltar a dar aulas de Administração e Gestão Pública no Insper. Poucos acreditam. Na avaliação do deputado José Guimarães (CE), secretário de Assuntos Institucionais do PT, a legenda deve liderar um novo bloco no Congresso. “Como o PT vai pedir desculpas por ter ido para o segundo turno? Como vai deixar de exercer o protagonismo se tem metade do eleitorado?”, perguntou ele, ao propor uma “ampla frente”, incluindo até mesmo setores do MDB e do PSDB. Aliado de Haddad, o PCdoB, no entanto, discorda dessa proposta e já articula um bloco parlamentar na Câmara com o PSB e o PDT. “A esquerda não pode seguir a lógica do hegemonismo. Isso seria um grande erro”, afirmou o deputado Orlando Silva (SP), líder do PCdoB na Câmara. *Com informações do Terra.
Campartilhe.

Sobre o Autor

Jornalista, assessora de imprensa e divulgação de mídia

Deixe Um Comentário

Facebook login by WP-FB-AutoConnect